9.2.10

Actualizações II

Ora bem.. depois desta aula de Imprensa, Rádio e Televisão fiquei ainda com mais pica para começar a trabalhar. É estranho e sei que quando começar vou implorar para parar mas sinto-me muito muito entusiasmada.
Além disso começo hoje uma nova etapa. Vou criar um novo blog. Claro que o bacafuzadas não vai deixar de existir, isto é quase uma segunda casa, mas terei de criar um para exercitar, para escrever as minhas próprias notícias, crónicas e artigos de opinião. Uma coisa mais séria e não tão vaga. Além disso, vou manter-me sempre em cima do acontecimento e arranjar inúmeros contactos. Já tenho alguns mas ainda não são suficientes. Nunca serão.
Vou criar uma agenda ao qual darei o nome de agenda jornalistica. Será muito útil por sinal e andará sempre comigo.
Ser jornalista é estar no sitio onde as coisas acontecem, como disse prof Simão. Assim será.

Actualizações

Ontem foi o primeiro dia de aulas do segundo semestre, pelo menos para mim. Pensei que seria chegar lá e pouco fazer. Estava enganada.
Primeiro uma reunião para nos envolvermos em novos projectos de rádio, televisão e penso que entre outros. Não tenho a certeza pois aquilo começava às 14h e só lá pus os pés às 15h. Inscrevi-me na rádio juntamente com a Maria. Tencionamos fazer um programa simples mas de boa qualidade onde sejam abordados diversos temas. Vamos lá ver o que sai das nossas mentes em concreto.
Posteriormente conhecemos um novo professor que parece um daqueles avôzinhos queridos que vê-mos em filmes e novelas. O problema é que fala mesmo suuuuper baixo e como em um timbre bastante bonito dá vontade de adormecer enquanto ficamos a ouvir a sua voz melodiosa. Além disso a disciplina dele consiste em fonética. Parece que existe uma 'linguagem fonética' onde através de símbolos escrevemos o som das palavras. E...teremos de saber aquilo de cor e salteado.
De seguida, Imprensa, Rádio e Televisão onde os temas abordados parecem ser muito interessantes. Mas a má noticia rapidamente chegou. Nada de frequência. Seremos avaliados por notícias de imprensa, notícias de rádio, uma reportagem em formato vídeo, uma tertúlia também em vídeo e os micro trabalhos que são feitos de aula para aula.
Já estamos a fazer um sobre 'o que é ser jornalista', imaginem só. Mas apesar de saber que será uma disciplina bastante exigente e stressante, fiquei bastante empolgada pois a minha futura vida, espero eu, será também ela exigente e stressante.
Já iniciei o meu primeiro trabalho e para tal estou a colocar a questão base a diversos jornalistas, uns mais conhecidos que outros mas todos eles bons profissionais.
José Rodrigues dos Santos foi o primeiro a responder. Fiquei perplexa a olhar para o email pois pensei que não seria tão rápido a responder. Demorou dez minutos a enviar a resposta desde que lhe enviei a pergunta. Acho que já começo a ter os meus 'contactos', característa fundamental do jornalista. yey!
O próximo passo é enviar a jornalistas do Público.
E por falar em Público, o meu querido Luís Soares começou ontem a trabalhar no magnífico suplemento de artes do Público, o Ipsilon. Esta sexta-feira terei oportunidade de ler, como tantas outras pessoas, os seus viciantes artigos. Sim, viciantes, sei do que falo. Adoro a escrita dele e aposto que tal como eu, se lerem, vão adorar. Também ele fará parte do meu trabalho, o que será um prazer.
Sigam o meu conselho, comprem o Público na sexta e leiam o Ipsilon. Não se vão arrepender. Ah, e se gostam de ler coisas mesmo interessantes aconselho o seu blog:

Vou para as aulas, cya!

8.2.10

Reparei agora que a minha vida parou durante 4 dias, literalmente. E no entanto, nessa pequena vida parada tanto aconteceu. Simples, intensa. Definição breve mas apropriada. Perfeita! Pára novamente. Pára!
Vila Real, 2h51m.
A sala de minha casa está a ficar repleta de fumo. Deveria sentir-me incomodada? Reparo que o aquecedor está ligado com o intuito de aquecer este grande espaço, mas devido à existência de meia dúzia de fumadores a janela está aberta quebrando pondo de parte qualquer tentativa de ambiente acolhedor. Deveria importar-me?
Já três minutos se passaram desde que comecei a escrever este texto. Não sei porque demoro tanto: escrevo com a mesma velocidade de sempre e não penso muito no que vou escrever. Acho que lá no fundo estou noutro mundo, atenta a outras coisas, com a mente noutro lugar, noutras pessoas.
Meia dúzia de pessoas que aqui estão, sentadas em cadeiras e bancos, apoiados na mesa de vidro que em outras ocasiões é a o palco de jantares com os amigos ou companheira de estudo, quando este acontece. Na mesa nada de lasanha, nada de leite com bolachas ou somente um cházinho. Não há computadores nem montes de folhas espalhadas cujo conteúdo constitui algo fundamental para passar na frequência. Desta vez, como tantas outras vezes, o poker é o companheiro de noitada. Não há álcool, apenas fumo e conversas.
Estou mais afastada, não porque não me enquadro, somente porque não gosto muito de poker. Prefiro refugiar-me no sofá enquanto vejo um filme, coisa que tenho feito imenso ultimamente. Aliás, até iniciei uma lista onde vou anotando os filmes que já vi até agora e os que vou vendo.
O filme acabou, o fumo decidiu aceitar o convite da fria brisa que corre lá fora. O aquecedor, esse continua sem efeito algum. O som das fichas de poker atrai por vezes a minha atenção. Mas eu não estou aqui. Estou, eu sei. Mas não estou. Não sei se me entendem, não sei sequer se quero ser entendida. Não sou nenhuma equação cuja resolução deriva de um método facilmente aprendido. Nunca gostei muito de matemática. Não sei porque a invoquei.
A mesa vai-se esvaziando. São precisamente 3h05m.
Mas o que importa isto afinal? Sou apenas uma rapariga, que escreve o que lhe vai na mente, com uma enorme vontade de mergulhar bolachas no leite quente.

4.2.10


"
I wish I were a Warhol silk screen hanging on the wall. Or little Joe or maybe Lou. I'd love to be them all. All New York's broken hearts and secrets would be mine. I'd put you on a movie reel, and that would be just fine."
Ian Curtis